Volte no tempo de verdade em Luxor no Egito

No passado, o comércio de especiarias era uma atividade altamente lucrativa,em que se transportavam e se negociavam enormes volumes não só de temperos, mas também de incenso e drogas como o ópio.

Entre as especiarias constavam a canela, o cinamomo, o cardamomo, o gengibre e a cúrcuma, sendo os dois primeiros levados para o Oriente Médio desde pelo menos 200 a.C.

Mercadores e comerciantes árabes inventaram lendas improváveis sobre a origem das especiarias — elas eram guardadas por bestas fantasmagóricas, dizia urna delas — para aumentar a mística e o poder de sedução delas — e, assim, o preço.

Alexandria, no Egito, também foi ponto estratégico da rota: quando os romanos começaram a viajar entre o Egito e a Índia, ela se tornou o principal centro comercial do Mundo, distribuindo especiarias indianas para os mercados gregos e romanos.

O comércio entre as regiões produtoras e as terras árabes se fazia basicamente por rotas marítimas, como no leste da Ásia, onde os chineses viajavam para as Ilhas Molucas, na Indonésia, e o Ceilão (atual Sri Lanka).

No fim da Idade Média, os europeus desenvolveram embarcações avançadas, e novas tecnologias de navegação e se tornaram capazes de cruzar os oceanos em busca de riquezas.

Os prêmios que atraíram os grandes navegadores portugueses do século XVI foram o cravo, a noz-moscada e o macis, todos nativos das Molucas, ou Ilhas das Especiarias, no leste da Indonésia.

A demanda por esses produtos era grande, pois tornavam o gosto dos alimentos mais interessante e porque se acreditava que a noz-moscada curava a peste. Mercadores holandeses navegaram até as Molucas em 1595 e 1598.

Ambas as expedições regressaram com lucrativas cargas de especiarias, o que levou à criação da Companhia Holandesa das Índias Orientais em 1602.

Em 1664 formou-se a Companhia Francesa das Índias Orientais, e Portugal foi sendo removido da região que dominara por um século. No século XIX os britânicos estavam na Índia e no Ceilão, e os holandeses controlavam as Índias Orientais.

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