Passeie pela Rota do Incenso na Índia

Do começo do século  111 a.C., aproximadamente, até o século 11 d.C., a Rota do Incenso foi um importante sistema de tráfego comercial do Egito através do Oriente Médio até a Índia Seu propósito era ligar o mundo mediterrâneo ás fontes de olíbano (também conhecido como fraquincenso) e mirra, na Arábia, e de incensos especiarias, no Oriente.

Entrou em declínio quando gregos e romanos passaram a negociar diretamente com a Índia por antigas rotas marítimas, mas continuou a ser usada por muitos séculos ainda.

Percorrer a Rota do Incenso era complicado para os antigos, que tinham de se locomover por terrenos muito difíceis, árduos e implacáveis em longas caravanas de camelo com milhares de pessoas.

Por causa da ausência de mapas e sistemas de navegação, dos ladrões e do fato de os reinos que cruzavam taxarem os viajantes sempre que podiam, não havia trajeto fixo.

Era frequente novos percursos serem usados, o que levou ao declínio algumas cidades no caminho e trouxe prosperidade a outras, conforme a passagem das caravanas. Os produtos eram de fato preciosos: especiarias raras e exóticas para os alimentos; mirra e incenso para perfumar as mulheres; sal para conservar e dar sabor aos alimentos.

No total, a viagem durava por volta de seis meses, com cerca de cinquenta paradas. Era unia luta constante para todos os envolvidos se manterem vivos, com disposição e saúde durante esse tempo.

Para apreciar a importância histórica da rota, lembre-se de que, na Antiguidade, incenso valia tanto quanto ouro, como sugerem os presentes levados para o Menino Jesus e Maria: ouro, incenso e mirra.

Efetivamente, a Rota do Incenso remete a lugares repletos de intriga e história, personagens maiores que a realidade e a misteriosa atração pelo deserto e pelo que ele esconde.

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